segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Vejo te partir, como tudo na vida vai e volta, ou não...
Poderias voltar, não foste para sitio de não regresso.
Mas talvez nao voltes, não partiste na verdade, foste-me roubada.
E um sentimento levado ,com a névoa que desvaneceste, no fundo te vejo desaparecer como agua em deserto.
Hoje revejo a lembrança do que fora belo outrora, do que pelas mãos do homem foi destruído, do que pelas mãos do homem irá ser sempre o caos do sentimento.
Um sentimento puro que não sobrevive da hipocrisia, e como tal morrerá sempre, uns mais tarde outros mais cedo.
Hipocrisia que infesta o mundo com o seu odor, mata sempre mais cedo ou mais tarde, sentimentos que de pureza necessitam...
Poderias voltar, não foste para sitio de não regresso.
Mas talvez nao voltes, não partiste na verdade, foste-me roubada.
E um sentimento levado ,com a névoa que desvaneceste, no fundo te vejo desaparecer como agua em deserto.
Hoje revejo a lembrança do que fora belo outrora, do que pelas mãos do homem foi destruído, do que pelas mãos do homem irá ser sempre o caos do sentimento.
Um sentimento puro que não sobrevive da hipocrisia, e como tal morrerá sempre, uns mais tarde outros mais cedo.
Hipocrisia que infesta o mundo com o seu odor, mata sempre mais cedo ou mais tarde, sentimentos que de pureza necessitam...
domingo, 17 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Tristeza
"Quanta tristeza e amargura afoga
Em confusão a 'streita vida!
Quanto Infortúnio mesquinho
Nos oprime supremo!
Feliz ou o bruto que nos verdes campos
Pasce, para si mesmo anônimo, e entra
Na morte como em casa;
Ou o sábio que, perdido
Na ciência, a fútil vida austera eleva
Além da nossa, como o fumo que ergue
Braços que se desfazem
A um céu inexistente"
Fernando Pessoa
Em confusão a 'streita vida!
Quanto Infortúnio mesquinho
Nos oprime supremo!
Feliz ou o bruto que nos verdes campos
Pasce, para si mesmo anônimo, e entra
Na morte como em casa;
Ou o sábio que, perdido
Na ciência, a fútil vida austera eleva
Além da nossa, como o fumo que ergue
Braços que se desfazem
A um céu inexistente"
Fernando Pessoa
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